Tarifa de pedágio mais cara

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Tarifa de pedágio mais cara

Apesar de não existirem estimativas sobre os valores cobrados nos trechos de pedágio das três rodovias que cortam o DF, segundo informou o Ministério dos Transportes, especialistas de trânsito acreditam que a tarifa pesa no bolso dos motoristas por causa da extensão da malha viária a ser privatizada. “Quanto maior o trecho explorado pela empresa privada, maior o valor cobrado”, explicou Paulo César Marques, especialista em transportes da UnB.

 

Segundo ele, o ideal é que as concessionárias instalem o maior número de praças ou postos de tarifação ao longo da via para que não prejudiquem os usuários que percorrem uma distância menor. “Uma praça para um trecho de grande extensão prejudica quem usa a estrada para chegar a uma cidade no início da pista, pois eles irão pagar o equivalente a toda a via pedagiada”, explica Marques.

 

O presidente da ABCR, Moacyr Duarte, afirma que a maioria das concessionárias adota o sistema de instalar uma praça a cada 50km. “Assim, evitamos as fugas durante o trecho com pedágio e a perda de receita. Mas a construção dos postos depende de um estudo prévio do governo”, conta.

 

O valor do pedágio também é diferenciado para cada veículo. “Ele é indicado pelo número de eixos que o carro tem. Assim, ônibus e caminhões possuem o valor da tarifa mais cara do que os veículos de passeio e as motocicletas”, observa Márcio de Andrade, diretor do Inetran. O trecho da BR-040 que começa em Juiz de Fora e termina em Duque de Caxias corresponde a 460km de extensão e é administrado por empresa privada. O valor para carros de passeio, caminhões leves e ônibus custa R$ 16. Motociclistas pagam R$ 4. “É complicado especular o valor da tarifa dos novos trechos, mas a taxa deve seguir essa tendência.” (SO)

 

Para saber mais

Valores variáveis

 

O cálculo do valor da tarifa do pedágio inclui diversos insumos, tais como o valor da obra de infraestrutura, a quantidade de veículos que circulam mensalmente na rodovia, além do período de concessão para administrar a estrada. Em todo o país, é possível encontrar taxas que variam de R$ 2 a R$ 40. As concessões atuais — 14 no total — somam 4.763,8km de extensão. Quatro trechos de pistas federais com pedágios cortam o estado de São Paulo. Há seis no Rio de Janeiro, quatro em Minas Gerais, três no Rio Grande do Sul, dois no Paraná, dois em Santa Catarina e um na Bahia, segundo o site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

 FONTE: Correio Braziliense

MATERIA REPRODUZIDA DO SITE:

www.conteudoclippingmp.planejamento.gov.br

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